“Fazei de mim um instrumento de vossa paz!”

Usado na Páscoa, no Natal, nas Festas do Senhor, nas Festas de Nossa Senhora e dos Santos, exceto dos mártires. Simboliza alegria, ressurreição, vitória, pureza e alegria.

14/08/2018 - Ano: C
Cor Litúrgica: Branco (Saiba porque!)

Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância, por intercessão de São Francisco.

Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura, dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.
Boaventura buscou a ordem franciscana porque com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja.
Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram à elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.

Esta nova situação vivenciada pela ordem, fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se à todos que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.

Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito Superior Geral da ordem pelo papa Alexandre IV. Neste cargo permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter o equilíbrio a nova geração dos frades, com os de visão mais antiga, renovando as regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para isto, usou dosou tudo com a palavra, para uns, a tranqüilizadora e par outros, a motivadora.

Alicerçado nas teses de Santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disto ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório X que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também Bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa foi encarregado de organizar o Concilio de Lion, em 1273.

Neste evento, aberto em maio de 1974, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, Frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido pessoalmente pelo Papa que o queria muito bem.

Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de Doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.
São Boaventura... Rogai por nós!